CERATITES INFECCIOSAS NO BRASIL
Resumo
Introdução: A ceratite ocular consiste em uma inflamação da camada superficial da córnea que pode ocorrer por causas infecciosas como vírus, bactérias, fungos e não infecciosas como o trauma, deficiência lacrimal entres outros fatores, sendo uma condição clínica muito importante e de grande relevância, pois as doenças que afetam a córnea são uma das grandes causas de cegueira, não só no Brasil como no mundo inteiro. Metodologia: Através de uma pesquisa do tipo Revisão da Literatura, sintetizando os estudos sobre os aspectos clínicos e predisposição à ceratite bacteriana, cujos critérios de inclusão foram as ceratites infecciosas mais prevalentes no Brasil. Resultados: Foi possível demonstrar os tipos de ceratites mais prevalentes no Brasil e possíveis riscos, com foco no mais grave. No Brasil, dados epidemiológicos demonstram que infecções com Gram-positivos e negativos são os grandes causadores de ceratite infecciosa em hospitais da rede pública, o que diferencia o país de outros locais onde ceratites fúngicas também são muito prevalentes. Conclusão: Nossos estudos demonstram que diversos fatores socioeconômicos, culturais, climáticos são importantes na incidência e prevalência das ceratites, mas, ainda, nos últimos anos a implementação de procedimentos estéticos também tem sido importante causa de ocorrência das ceratites, o que influencia, grandemente, nos tipos de microorganismos causadores da doença no Brasil.
Palavras chaves: Ceratites, Brasil, Infecção e Córnea.
Referências
Badiee, P. Mycotic keratitis, a state-of-the-art review. Jundishapur Journal of Microbiology. 2011; 6(5).
Cabrera-Aguas M, Khoo P, George CRR, Lahra MM, Watson SL. Antimicrobial resistance trends in bacterial keratitis over 5 years in Sydney. Australia. Clin Exp Ophthalmol. 2020; 48(2):183-191.
Cariello AJ, Passos RM, Yu MC, Hofling-Lima AL. Microbial keratitis at a referral center in Brazil. Int Ophthalmol. 2011; 31(3):197-204.
Comarella JD, Saraiva PGC & Saraiva FP. Úlcera de córnea: estudo retrospectivo de casos atendidos no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Espírito Santo. Revista Brasileira de Oftalmologia. 2015; 74, 76-80.
de Moraes MS, de Carvalho EG, Saraiva PGC, Guimarães AS, Drumond RVB, Mendes KRR, ... & Saraiva FP. Etiologia, teste de sensibilidade antimicrobiana e perfil epidemiológico das ceratites infecciosas em serviço universitário de referência no estado do Espírito Santo. Brasil. Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research. 2023; 25(supl_2), 32-37.
Dos Santos TL. Revisão de literatura sobre alongamento e crescimento de cílios: Abordagens cosméticas e farmacêuticas. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 2022. Disponível em: https://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/256658. Acesso em: 22 de abril de 2023.
Durand ML, Barshak MB, Chodosh J. Infectious Keratitis in 2021. JAMA. 2021 Oct 5;326(13):1319-1320.
Fan NW, Wu CC, Chen TL, Yu WK, Chen CP, Lee SM, Lin PY. Microsporidial keratitis in patients with hot springs exposure. J Clin Microbiol. 2012; 50(2):414-8.
Genaro TL, Gomes MV, Gonçalves FA, Kashiwabuchi FK, Soares FP, & CL M. Perfil de ceratites infecciosas em dois serviços de referência do noroeste paulista. 2011. Available from: https://ahs.famerp.br/racs_ol/Vol-18-2/IDT%201%20-%20abr-junh%202011.pdf
Guerra MA, Quiroga MDAM, Ferreira AC, de Almeida VO, Azevedo KHP. Extensão ciliar e predisposição a ceratite bacteriana: uma análise documental. Revista eletrônica Ciências Biológicas e da Saúde – UNIG. 2023; Direitos exclusivos para esta edição, 30.
Gunaydin NT, Tanyı B, Kandemir B & Simsek S. Ceratite infecciosa de interface após ceratoplastia endotelial da membrana de Descemet. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia. 2022; 85(6), 565-571.
Rocha GADN, Silva RFD, Lopes MF, Pereira NC & Sousa LBD. Principais patógenos e susceptibilidade in vitro antimicrobiana em ceratites bacterianas: Revisão de cinco anos, 2005 a 2009. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia. 2011; 74, 28-32.
Salera CM, Tanure MAG, Lima WTM, Campos CM, Trindade FC & Moreira JDA. Perfil das ceratites fúngicas no Hospital São Geraldo Belo Horizonte-MG. Arquivos brasileiros de oftalmologia. 2002; 65, 9-13.
Ximenes KF, Vasconcelos KFX, & Monte FQ. Epidemiologia de ceratites fúngicas tratadas com ceratoplastia penetrante através de achados histopatológicos. Revista Brasileira de Oftalmologia. 2016; 75, 195-204.