PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES PEDIÁTRICOS ATENDIDOS NA CLÍNICA ESCOLA DE FISIOTERAPIA DA UNIVERSIDADE IGUAÇU

Autores

  • Emanuelly da Cruz e Silva Abreu Universidade Iguaçu (UNIG)
  • Ana Carolina Marinho de Carvalho Universidade Iguaçu (UNIG)
  • Isabelle Godinho Tuza Universidade Iguaçu (UNIG)
  • Marília Salete Tavares Universidade Iguaçu (UNIG)
  • Elaine Aparecida Azevedo Pedrozo Universidade Iguaçu (UNIG)
  • Fábio Augusto d´Alegria Tuza Universidade Iguaçu (UNIG)

Palavras-chave:

Perfil epidemiológico, Fisioterapia, Pediatria

Resumo

Introdução: A análise do perfil epidemiológico de pacientes pediátricos em clínicas-escola de fisioterapia é essencial para compreender a prevalência de condições que afetam o desenvolvimento motor infantil e, assim, aprimorar estratégias de prevenção e tratamento. Atrasos motores podem estar relacionados a fatores de risco como prematuridade, síndromes genéticas e doenças neurológicas, além de aspectos sociais e ambientais. Nesse contexto, a fisioterapia tem papel fundamental tanto na reabilitação quanto na promoção da saúde, pois intervenções precoces, sobretudo em fases de maior plasticidade cerebral, favorecem o desenvolvimento adequado e podem reduzir padrões atípicos de movimento. Além disso, a caracterização desse perfil contribui para políticas públicas e para a formação de futuros fisioterapeutas. Objetivo: Identificar e descrever o perfil epidemiológico dos pacientes pediátricos atendidos na clínica-escola de fisioterapia da Universidade Iguaçu. Metodologia: Trata-se de estudo observacional, descritivo, retrospectivo e transversal, baseado na análise de prontuários de pacientes atendidos entre 2022 e 2024. Foram incluídos indivíduos menores de 18 anos, com registros completos. Os dados foram submetidos a análises estatísticas descritivas, contemplando frequências, médias e prevalências das patologias, além de comparações por faixa etária e gênero. Resultados: Dos 32 prontuários, 59,4% eram do sexo feminino e 40,6% do masculino, com média de idade de 7,3 ± 4,6 anos. A maioria dos pacientes nasceu a termo (59,4%), por cesárea (59,4%), com idade gestacional média de 37,3 ± 3,2 semanas; 34,4% eram prematuros. Houve prevalência de aleitamento por mamadeira (50%), com apenas 9,4% de aleitamento materno exclusivo, e 40,6% sem informação registrada. Em relação à procedência, 78,1% residiam em Nova Iguaçu, e o restante em municípios vizinhos. Quanto à cor/raça, 43,8% foram classificados como brancos, 31,2% pardos e 25% pretos. Os diagnósticos mais prevalentes foram encefalopatia crônica não progressiva (18,8%), síndrome de Down (12,5%), hidrocefalia (9,4%), pé torto congênito (6,2%) e lesão de plexo braquial (6,2%). As intervenções fisioterapêuticas mais utilizadas foram alongamento (87,5%), cinesioterapia (68,7%), treino de marcha (62,5%) e exercícios de equilíbrio/controle postural (56,2%), com uso de métodos neuroevolutivos em 37,5% dos casos e terapias respiratórias em 25%. O número médio de atendimentos foi 19,0 ± 13,4, com média de 10,8 ± 7,3 faltas por paciente, e desfecho de permanência em tratamento em 75%, desistência em 15,6% e alta em 9,4%. Conclusão: O perfil epidemiológico revelou predomínio de condições neurológicas e congênitas, como encefalopatia crônica não progressiva e síndrome de Down, além de forte representatividade de pacientes residentes em Nova Iguaçu. As intervenções mais utilizadas focaram no treino motor e funcional, especialmente alongamento, cinesioterapia e marcha. Apesar da alta taxa de permanência no tratamento, o número expressivo de faltas comprometeu resultados clínicos. Os achados reforçam a importância das intervenções precoces, da adesão ao acompanhamento e do papel da clínica-escola tanto na assistência especializada à população infantil quanto na formação prática dos acadêmicos.

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Publicado

2026-01-31

Como Citar

Abreu, E. da C. e S. A., De Carvalho, A. C. M. de C., Tuza, I. G. T., Tavares, M. S. T., Pedrozo, E. A. A. P., & Tuza, F. A. d´Alegria T. (2026). PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES PEDIÁTRICOS ATENDIDOS NA CLÍNICA ESCOLA DE FISIOTERAPIA DA UNIVERSIDADE IGUAÇU. Revista De Ciência E Tecnologia, 26(1), 123–130. Recuperado de https://revistas.unig.br/index.php/rct/article/view/189

Edição

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Artigos