ENCADEAMENTOS DAS TEORIAS HUMANÍSTICAS E TEORIAS DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS PARA A ENFERMAGEM
Palavras-chave:
Teoria de enfermagem, Teoria Humanística, Teoria da relação interpessoalResumo
A Enfermagem, até a década de 1950, não possuía uma base de conhecimentos pertencentes a ela para que servisse de embasamento para as suas práticas de cuidado. Tal fato fez com que ela não fosse vista como uma ciência, logo, para suprir essa carência que a circundava, começou-se a criação das Teorias de Enfermagem que utilizam os princípios, assim como valores, da sua fundadora, Florence Nightingale. Objetivo: O presente trabalho objetivou, por meio da abordagem de duas teorias (Teoria Humanística, de Josephine Paterson e Loretta Zderad, e a Teoria das Relações Interpessoais, de Joyce Travelbee), mostrar a importância, não só dessas citadas anteriormente, como das teorias no geral, suas respectivas aplicabilidades no ambiente hospitalar, como também tangenciar a importância de serem lecionadas de modo assíduo durante a formação acadêmica de Enfermagem. Resultados: Ao decorrer do estudo, por meio da análise de diversos artigos, pode-se notar uma maior participação ativa do paciente sobre seu tratamento, tornando-o mais colaborativo, o que facilitou a implementação das medidas de cuidado. Conclusão: Portanto, pode-se concluir que as Teorias de Enfermagem são um grande marco para a Enfermagem, uma vez que trouxe o seu reconhecimento como ciência, bem como uma base de conhecimento como justificativa para os cuidados que são implementados por seus profissionais. Além disso, sua aplicabilidade viabiliza que se tangencie bons resultados acerca da recuperação do paciente, haja vista que o mesmo se torna mais colaborativo, bem como participativo, de seu tratamento.
Referências
1.Marques CCDG, Silva SDB. O perfil humanista do enfermeiro que atua na unidade de terapia intensiva. Revista da Jopic, 2020; 5(9), 15-30.
2.Lima JL. Teorias de Enfermagem. 2012. Meleis AI. Theoretical nursing: Development and progress. Lippincott Williams & Wilkins. 2011; 15.
3.Morais TCP; Ribeiro MC. Teorias, Sistematização e Processo de Enfermagem: a busca pela cientificidade nas práticas assistenciais. IGM Editora, 2022; 1.
4.Brandão MAG, Barros ALBLD, Caniçali C, Bispo GS, Lopes ROP. Nursing theories in the conceptual expansion of good practices in nursing. Revista Brasileira de Enfermagem, 2019; 72, 577-581.
5.Geremias CK. Método Canguru: experiência vivida pelos pais e as contribuições da enfermeira. Repositório Institucional UFSC, 2019.
6.Stähelin FA, Lagranha ML, Sell SE. Prevenindo a violência contra crianças e adolescentes através da relação interpessoal, orientado pelo referencial teórico de Joyce Travelbee. Universidade Federal de Santa Catarina. 1999.
7.Alves, H.L.C; Lima, G.D.S; Albuquerque, G.A; Gomes, E.B; Cavalcante, E.G.R; Viana, M.C.A. Uso das teorias de enfermagem nas teses brasileiras: estudo bibliométrico. Cogitare Enfermagem, 2021; 26, e71743.
8.Rother ET. Revisión sistemática X Revisión narrativa. Acta paulista de enfermagem, 2007; 20, 5-6.
9.Bernardo WM, Nobre MRC, Jatene FB. Evidence based clinical practice: part II-searching evidence databases. Revista da Associação Médica Brasileira, 2004; 50(1), 104-108.
10.Häckl MDS. Os cuidados de enfermagem durante o processo de abortamento na ótica da teoria humanística de Paterson e Zderad. Enfermagem-Pedra Branca. 2020.
11.Medeiros JAD. Cuidados Paliativos: relações entre equipe de enfermagem e familiares à luz da Teoria de Travelbee. Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2020.
12.Costa JM, Filho IMM, Souza SAN. A percepção da equipe de enfermagem mediante ás emergências psiquiátricas. Revista de Iniciação Científica e Extensão, 2019; 2(1), 15-23.
13.Margotti E, Parente AT, Gomes TCS, Silva ACS, Soranso CAM, Braga ALS, Melo JM. Conhecimento sobre teorias e processo de enfermagem utilizando técnica de associação livre de palavras. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2021; 13(9), e8737-e8737.