FÍSTULA ARTERIOVENOSA TRAUMÁTICA DE RAMO TIREOCERVICAL: RELATO DE CASO
Palavras-chave:
Traumatismo penetrante, Vasos subclávios, Projétil de arma de fogoResumo
Introdução: Traumatismo penetrante dos vasos subclávios é raro, mas está associado a alta mortalidade. O diagnóstico pode ser difícil, e o tratamento complexo, pois é uma região contendo muitas estruturas próximas, como plexo braquial e veia subclávia, sendo a escolha do acesso cirúrgico fundamental. Nesse relato, apresentamos um caso de traumatismo de ramo da artéria subclávia direita por projétil de arma de fogo (PAF), descrevendo o diagnóstico e tratamento realizados.
Relato de caso de um homem, 25 anos, vítima de PAF em região cervical (Zona I) com 2 feridas: uma na face supraescapular e outra supraclavicular direita. Paciente taquicardíaco, taquipneico e hipotenso. Lesão com fratura de clavícula, hematoma, sangramento ativo, frêmito e sopro, com pulso radial amplo. Realizado toracostomia direita, com 250ml de secreção hemática. Em virtude do exame vascular, foi levado para o bloco cirúrgico, realizado arteriografia, evidenciado “blush” arterial em topografia de ramo de artéria subclávia. Optou-se por uma abordagem supraclavicular, com controle distal (acesso axilar) e proximal (próximo do esterno) para drenagem do hematoma com fechamento da fístula
Resultados: Esternotomia associada a incisão supraclavicular é a abordagem cirúrgica clássica de trauma em Zona I. Instabilidade hemodinâmica ou alto risco de lesão vascular (hemorragia, ausência de pulso, hematoma em expansão, frêmito e sopro) têm indicação cirúrgica de emergência. O diagnóstico pode ser por angiografia (padrão ouro) ou angiotomografia (mais acessível). No caso apresentado, a presença de sinais de alto risco de lesão vascular determinou a cirurgia de emergência, com acesso por via supraclavicular, que permitiu rápido acesso à hemorragia e correção da lesão. Conclusão: Trauma em subclávia é grave, por isso, é essencial o diagnóstico e tratamento rápidos. O diagnóstico deve ser aventado em toda lesão de zona I, sendo a abordagem cirúrgica indicada em pacientes instáveis ou com alto risco para lesão vascular.
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