FÍSTULA ARTERIOVENOSA TRAUMÁTICA DE RAMO TIREOCERVICAL: RELATO DE CASO

Autores

  • Thiago Lopes Universidade Iguaçu (UNIG)
  • Rodrigo Vaz Universidade Iguaçu (UNIG)
  • Felipe Siqueira Universidade Iguaçu (UNIG)
  • Marcio Cavaliére Universidade Iguaçu (UNIG)
  • Roberta Fernandez Universidade Iguaçu (UNIG)

Palavras-chave:

Traumatismo penetrante, Vasos subclávios, Projétil de arma de fogo

Resumo

Introdução: Traumatismo penetrante dos vasos subclávios é raro, mas está associado a alta mortalidade. O diagnóstico pode ser difícil, e o tratamento complexo, pois é uma região contendo muitas estruturas próximas, como plexo braquial e veia subclávia, sendo a escolha do acesso cirúrgico fundamental. Nesse relato, apresentamos um caso de traumatismo de ramo da artéria subclávia direita por projétil de arma de fogo (PAF), descrevendo o diagnóstico e tratamento realizados.
Relato de caso de um homem, 25 anos, vítima de PAF em região cervical (Zona I) com 2 feridas: uma na face supraescapular e outra supraclavicular direita. Paciente taquicardíaco, taquipneico e hipotenso. Lesão com fratura de clavícula, hematoma, sangramento ativo, frêmito e sopro, com pulso radial amplo. Realizado toracostomia direita, com 250ml de secreção hemática. Em virtude do exame vascular, foi levado para o bloco cirúrgico, realizado arteriografia, evidenciado “blush” arterial em topografia de ramo de artéria subclávia. Optou-se por uma abordagem supraclavicular, com controle distal (acesso axilar) e proximal (próximo do esterno) para drenagem do hematoma com fechamento da fístula
Resultados: Esternotomia associada a incisão supraclavicular é a abordagem cirúrgica clássica de trauma em Zona I. Instabilidade hemodinâmica ou alto risco de lesão vascular (hemorragia, ausência de pulso, hematoma em expansão, frêmito e sopro) têm indicação cirúrgica de emergência. O diagnóstico pode ser por angiografia (padrão ouro) ou angiotomografia (mais acessível). No caso apresentado, a presença de sinais de alto risco de lesão vascular determinou a cirurgia de emergência, com acesso por via supraclavicular, que permitiu rápido acesso à hemorragia e correção da lesão. Conclusão: Trauma em subclávia é grave, por isso, é essencial o diagnóstico e tratamento rápidos. O diagnóstico deve ser aventado em toda lesão de zona I, sendo a abordagem cirúrgica indicada em pacientes instáveis ou com alto risco para lesão vascular.

Referências

1- Coleman KC, Hudnall A, Grabo DJ, Pillai L, Borgstrom DC, Wilson A, Bardes JM. Penetrating trauma to the neck: Using your

vascular toolkit. J Trauma Acute Care Surg.; 91(2):e51-e54, 2021

2- Ko JW, Gong SC, Kim MJ, Chung JS, Choi YU, Lee JH, Jung PY. The efficacy of the "no zone" approach for the assessment of

traumatic neck injury: a case-control study.Ann Surg Treat Res. 2020

3- Hundersmarck D, Reinders Folmer E, de Borst GJ, Leenen LPH, Vriens PWHE, Hietbrink F. Penetrating Neck Injury in Two Dutch

Level 1 Trauma Centres: the Non-Existent Problem. Eur J Vasc Endovasc Surg. 58(3):455-462; 2019

4- Abdulrazak Ajiya, Iliyasu Yunusa Shuaibu Hamza Manir Anka. An Audit of Surgical Neck Explorations for Penetrating Neck

Injuries in Northwestern Nigeria: Experience from a Teaching Hospital. Niger J Surg,27(1):48-54, 2021

5- Serna JJ, Ordoñez CA, Parra MW, Serna C, Caicedo Y, Rosero A, Velásquez F, Serna C, Salcedo A, González-Hadad A, García A,

Herrera MA, Pino LF, Franco MJ, Rodríguez-Holguín F. Damage control in penetrating carotid artery trauma: changing a 100-year

paradigm. Colomb Med (Cali) ;52(2):e4054807, 2021

6- Nowicki JL, Stew B, Ooi E. Penetrating neck injuries: a guide to evaluation and management. Ann R Coll Surg Engl; 100(1):6-11 ,

2018

7- Khan AM, Fleming JC, Jeannon JP. Penetrating neck injuries. Br J Hosp Med (Lond). 2018 Feb 2;79(2):72-78.

Downloads

Publicado

2024-06-30

Como Citar

Lopes, T. L., Vaz, R. V., Siqueira, F. S., Cavaliére, M. C., & Fernandez, R. F. (2024). FÍSTULA ARTERIOVENOSA TRAUMÁTICA DE RAMO TIREOCERVICAL: RELATO DE CASO. Revista De Ciência E Tecnologia, 24(2), 39–44. Recuperado de https://revistas.unig.br/index.php/rct/article/view/335

Edição

Seção

Artigos