Influência da resolução espacial na análise morfométrica da bacia do rio Quitandinha em Petrópolis - RJ
Palavras-chave:
Sensoriamento remoto, SIG, modelagem hidrológicaResumo
A análise morfométrica possibilita a obtenção de informações de uma de uma bacia hidrográfica utilizando apenas informações cartográficas. Com o advento de novas tecnologias, como radar, drone e lidar, juntamente com a difusão de algoritmos de geoprocessamento, os modelos digitais de elevação (MDE) estão se consolidando como a principal fonte de dados para este tipo de análise em bacias pouco monitoradas, uma vez que, a partir destes é possível modelar a área e hidrografia da bacia e, consequentemente, os parâmetros morfométricos da bacia. Neste estudo, duas fontes de dados com diferentes escalas espaciais são utilizadas para caracterizar a susceptibilidade da bacia do rio Quitandinha, no município de Petrópolis – RJ, a eventos de cheias. Os parâmetros morfométricos originários de dados do Shuttle Radar Topography Mission (SRTM), com resolução de 30 m, e de um modelo digital de elevação hidrologicamente consistido (MDEHC), obtido de cartas topográficas de 1:50000, com resolução de 10 m, são confrontados. Os resultados sugerem que a variação da escala possui uma considerável influência nos parâmetros geométricos da bacia, entretanto, apesar das diferenças nos índices morfométricos, a classificação geral da bacia em relação a vulnerabilidade a cheias não é alterada.
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