Orientações para reflorestamento em uma área de proteção permanente
Nascente na “Cidade dos Meninos”, Duque de Caxias, Rio de Janeiro
Palavras-chave:
Reflorestamento, Hexaclorociclohexan, EcocidadeResumo
A Cidade dos Meninos (Duque de Caxias – RJ) foi onde ocorreu um dos maiores desastres ambientais do país. Inicialmente foi criada em 1946 como parte de uma das unidades da Fundação Abrigo Cristo Redentor e, inicialmente servia como albergue para meninas carentes. Posteriormente, a instituição passou a internar meninos carentes, passando a ser denominada “Cidade dos Meninos”. A partir de 1947, instalou-se na área o Instituto de Malariologia do Ministério da Saúde, em três anos inaugurou a fábrica de Hexaclorociclohexano (HCH), conhecido como Pó de Broca, e a manipulação de outros compostos organoclorados, como o diclorodifenilcloroetano (DDT), na sequência houve a saída da fábrica do local e o abandono do estoque de material existente. Atualmente, existe uma série de estudos que comprovaram a contaminação dos compartimentos ambientais (bióticos e abióticos) e os moradores. Considerando que a Cidade dos Meninos está localizada em uma Área de Proteção Ambiental, e no interior do Mosaico Central Fluminense, surgiu a demanda de reflorestamento por parte dos moradores. Dessa forma a indicação de áreas prioritárias, assim como as orientações técnica, passam a ser indispensáveis para o reflorestamento na região, atendendo o pleito em questão. Para tanto, foram indicados Áreas de Preservação Permanente de Nascente como prioritária, as técnicas de manejo necessárias e uma listagem com as espécies nativas propostas para a região. Esse artigo faz parte do Convênio entre a Universidade Iguaçu e a Ecocidade com a intenção de promover uma série de ações para o desenvolvimento sustentável do território: Cidade dos Meninos.
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