CAMINHOS DE ACESSO À EDUCAÇÃO E À JUSTIÇA EM NOVA IGUAÇU

Autores

  • Ana Valéria de Figueiredo da Costa
  • Agenor Pereira da Costa
  • Ilda Maria Baldanza Nazareth Duarte

Palavras-chave:

Currículo, Educação e justiça, Políticas educacionais, Ensino superior

Resumo

Nos dias atuais muito se tem debatido sobre o acesso à educação e à justiça como direitos constitucionais garantidos, mas muitas vezes, não efetivados no dia a dia. Inúmeras vezes na vida cotidiana esses direitos primordiais do ser humano são desrespeitados em detrimento de uma pseudo-organização social, que controla muito mais do que educa, e cerceia o caminhar para a autonomia e a prática da liberdade. Tomando por base o descrito, o presente trabalho tem como objetivo investigar como tem sido o acesso à educação e à justiça, mais especificamente com os alunos dos cursos de Pedagogia e Direito de uma universidade privada na Baixada Fluminense, no estado do Rio de Janeiro (Brasil). Nesse sentido, entende se currículo como um artefato que ultrapassa as disciplinas escolares, trazendo para o centro do debate as ações que têm centralidade a questão do conhecimento como poder, ou seja, os mecanismos que permitem o acesso à educação e à justiça são também currículo de maneira ampla. Assim, um currículo é sempre retrato de uma época e suas demandas sociais, políticas, históricas, culturais e muitas outras inseridas nas tramas cotidianas. Os autores que sustentam o debate inicial são Estevão, Gatti, Freire entre outros, além de documentos oficiais tais como a Constituição Federal. A pesquisa é de abordagem qualitativa, com a Análise de Conteúdo de Bardin (1977), através da análise das respostas a um pequeno questionário respondido por alunos do Curso de Pedagogia e de Direito de uma universidade privada do Rio de Janeiro. É importante destacar que o estudo ora apresentado tem caráter interdisciplinar, reafirmando a concepção de que currículo é sempre escolha política e instrumento de conhecimento e poder, fruto de escolhas e opções situadas e negociadas.

Referências

BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.

BRASIL. Constituição Federal. Brasília, 1988.

_____-. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n. 9394 de 20 de dezembro de 1996. Brasília, 1996.

DEMO, P. Educar pela pesquisa. Campinas, SP: Autores Associados, 1997.

ESTEVÃO, C. V. Educação, justiça e democracia. São Paulo: Cortez, 2004.

_____. Justiça e educação. São Paulo: Cortez, 2001.

FOUCAULT, M. Vigiar e punir. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999.

FREIRE, P. Educação como prática de liberdade: a sociedade brasileira em transição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000. n.

GATTI, B. A. Continued teacher training: a psychosocial issue. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, 119, 2003. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742003000200010&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 25 jul. 2015.

JICK, T. Mixing qualitative and quantitative methods: triangulation in action. In: Administrative Science Quartely, vol 24, n. 4, december 1979, p. 602-611.

OLIVEIRA, R. P. e CATANI, A. A. M. Constituições Estaduais Brasileiras e Educação. São Paulo: Cortez, 1993.

Downloads

Publicado

2026-10-11

Como Citar

Costa, A. V. de F. da, Costa, A. P. da, & Duarte, I. M. B. N. (2026). CAMINHOS DE ACESSO À EDUCAÇÃO E À JUSTIÇA EM NOVA IGUAÇU. Revista Eletrônica Saberes Múltiplos, 2, p. 95–106. Recuperado de https://revistas.unig.br/index.php/resm/article/view/280

Edição

Seção

Artigos