MEDICALIZAÇÃO DA INFÂNCIA

PATOLOGIZAÇÃO E ROTULAÇÃO NA ALFABETIZAÇÃO

Autores

  • Sâmela Estéfany Francisco Faria

Palavras-chave:

Alfabetização, Práticas mecanicistas, Fracasso escolar, Patologização, Medicalização da Infância

Resumo

O fracasso escolar no processo de alfabetização é notório e é um fator de muitos estudos ao longo dos anos. Inclusive, variados conceitos foram levantados em prol de alavancar tais estudos, dentre eles, surgem também as possíveis patologias que são encontradas e diagnosticadas através do insucesso do aluno na alfabetização. No entanto, essa visão patologizante culpabiliza e introduz a lógica de medicalização da infância, através de um sistema de ensino mecanicista e normatizador. Diante disso, este estudo se propõe a discutir estas questões de cunho medicalizante e patologizante de rotulação da criança nas séries iniciais do processo de alfabetização. Os problemas de alfabetização encontrados acabam sendo de cunho pedagógicos, mas estão sendo tratados como doenças, neste caso, atribuindo a culpa ao aluno, deixando de fora questões de capital, do sistema de ensino seletista, questões familiares, emocionais, sociais e socioeconômicas. Este estudo foi feito a fim de contribuir com a desconstrução da patologização na alfabetização, bem como com medidas de desmedicalização da infância.

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Publicado

2026-10-18

Como Citar

Faria, S. E. F. (2026). MEDICALIZAÇÃO DA INFÂNCIA: PATOLOGIZAÇÃO E ROTULAÇÃO NA ALFABETIZAÇÃO. Revista Eletrônica Saberes Múltiplos, 7, p. 142–157. Recuperado de https://revistas.unig.br/index.php/resm/article/view/441

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Seção

Artigos