A QUESTÃO DO GÊNERO MASCULINO NA LÍNGUA PORTUGUESA
Palavras-chave:
Flexão nominal, Concordância nominal, Traços interpretáveis, Traços não-interpretáveis, Desinência de gêneroResumo
Este trabalho discute o mecanismo de flexão nominal do português. Inicialmente, analisaremos a proposta de análise de Camara Jr. (2015), que afirma que a flexão de gênero e a flexão de número são idênticas: uma oposição entre a presença e a ausência da desinência (-s, para o plural, e -a, para o feminino). Diante das discussões acerca do mecanismo de flexão nominal em português, temos a possibilidade de observar exemplos que contestam tal abordagem, apoiados pelos estudos morfológicos, de Laroca (1994), consonante a proposta de valoração de traços de concordância dentro do DP, de Magalhães (2004). No decorrer deste trabalho, buscaremos fundamentar a nossa hipótese principal de tornar viável a análise do morfema -o como uma desinência que marca o gênero masculino nos nomes substantivos em português.
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